sexta-feira, janeiro 06, 2006

Não seja preso

Depois de ler essa nota de aula sobre homesexualismo e estupro nas cadeias americanas, cheguei conclusão de que não quero ser preso. Pelo menos eu teria o privilégio de ficar em uma cela separada.

Na cultura da prisão você deve estuprar outro prisioneiro para manter o estatus de "homem" e evitar ser estuprado. Isso faz com que os detentos que não saibam lutar, e em geral que cometeram pequenos crimes, sejam alvo de estupros. Em geral após um ou dois estupros o prisioneiro mais fraco se associa à um mais forte, assumindo um papel feminino em relação à ele em troca de proteção.

Isso me fez pensar se realmente o encarceramento é um tratamento mais humano do que a punição física, não estou falando de pena de morte, mas sim de castigos corporais para pequenos crimes. Acho que preferiria ser chicoteado, pelo estado, do que ser sistematicamente estuprado em uma penitenciária.

As pessoas falam sobre estupro de pessoas que cometeram crimes sexuais, de maneira até contente: Ele teve o que merecia. Mas esquecem que quem é mais estuprado são os ladrões de galinha.

Interessante a discussão sobre definição de homesexualismo. Simplesmente classificar alguém que fez sexo com outra pessoa do mesmo sexo assim é impreciso. Nas cadeias os homens que penetram outros homens não são chamados de "homosexuais ativos". Segundo o autor esse negócio de "homosexual ativo" é coisa de intelectual, a relação dos presos com o homesexualismo é mais próxima da relação que os romanos tinham.

Ela fala também que grande parte das relações "homesexuais", não são entre pessoas que se definem como "homesexuais", e que talvez devesse haver uma nomenclatura que definisse melhor isso. E uma definição mais precisa dos papeis na relação sexual beneficiaria muita a discussão em diversas áreas, como por exemplo o homosexualismo no exército.

Isso me faz lembrar uma entrevista com a Cassia Eller, na qual ela dizia achar sexo com homens mais gostoso, mas que ela era homosexual devido a personalidade mais agressiva. Ela dizia mais ou menos: "Eu era um moleque, jogava bola, chingava, como eu iria ter um namorado".





Por fim é bom ter segurança na própria opção sexual, assim dá para se discutir homosexualismo de uma maneira racional.