quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Patriputinhas

A matéria da capa de Época é sobre as patricinhas que viram prostitutas, com direito a foto da Bruna Surfistinha na capa. Não me choca muito ver uma patricinha virar puta, o tipo de educação que uma patricinha recebe é voltada para isso, só que algumas decidem operar no varejo, em vez de no atacado. Talvez seja até melhor ter "clientes", em vez de um marido rico e estúpido.

Mas talvez essa discução torne a prostituição algo mais palatável para a sociedade preconceituosa brasileira, talvez funcione como as Havaianas, que antes de serem utilizadas por pessoas bonitas eram completamente despresadas. Quem sabe isso ajude na luta para regulamentação a protituição. Prostitutas com carteira assinada, décimo terceiro, férias e aposentadoria (precoce, afinal o trabalho é insalubre). O Brasil podia assumir de vez a sua vocação para o turismo sexual.

E isso nem seria novidade, havia na grécia uma cidade cujo principal atração turística era a prostituição, inclusive a prostituição era algo sagrado, com templo e o escambal.

As feministas diriam que é uma profissão degradante e tal, mas existem profissões bem mais degradantes, como por exemplo, trabalhar em minas de sal, e nínguem se revolta. A prostituição se enquadra no nosso perfil de mão de obra pouco qualificada.

No futuro a industria do sexo brasileira podia espandir para produção de filmes pornô, afinal já temos uma industrial audio-visual bem desenvolvida. A Globo podia criar uma divisão de filmes adultos, utilizar os seus canais de exportação, etc. Ele poderia colocar mais prostitutas nas novelas para melhorar a aceitação nas novelas, as revistas semanais podiam publicar materias: "Sou puta, e daí?", para diminuir ainda mais o preconceito da classe média.

Ouvi hoje no rádio sobre programas do governo para estimular a exportação de software. Bobagem! Somos um bando de selvagens malemolentes, não sabemos fazer software! Software é coisa de povo nerd, que valoriza o estudo. Para nós seria muito mais fácil exportar sexo.

Vamos criar linhas de financiamento do BNDS para construir mega-puteiros-resorts! Vamos ver o ministro discutindo a entrada de dólares vindos do turismo sexual.

O único problema seria a Igreja Católica. Acho que foi na revolução francesa que eles disseram que: "O povo só seria livre quando o último padre fosse enforcado nas tripas do último nobre", ou algo assim.