domingo, janeiro 11, 2009

O bardo dos Champs-Élysées

Achei esse texto em um outro blog (http://contraburrice.blogspot.com/2006/06/chico-buarque-e-sua-cuba.html). Resolvi copiar e colar aqui pois acho que isso tem que se espalhar pela internet. O texto é abjeto, em nome de um anti-americanismo bocó, o nosso perfeito idiota latino-americano defende um ditador sanguinário:

“Tenho amigos, hoje, um pouco distantes. É essa a minha relação com Cuba. Existe, é claro, para a minha geração, um outro tipo de relação, afetiva, que vem da revolução cubana. Nos anos 60, aquilo era muito forte para nós. Um exemplo de resistência. Ainda hoje o ditador Fidel Castro, como gostam de dizer os jornais, inclusive a Folha... Ele é o único adversário dos Estados Unidos na América Latina que resistiu a golpes de Estado e assassinatos e está ali. Todos os outros foram depostos ou assassinados. Ele sobreviveu a vários atentados. Manteve e mantém até hoje uma posição altiva. E isso é algo que ninguém deve ignorar e que eu admiro. Quanto a fuzilamentos ou a prisão de dissidentes políticos, fico contrariado, porque não gosto e não concordo com isso. A questão toda é muito delicada. Eu gostaria que Cuba fosse um país democrático. Agora, eu gostaria de uma maneira, e o Bush gostaria de outra. Cuba poderia ser hoje o Haiti. Cuba não é. É claro que me desagrada a idéia de um partido único, de liberdades vigiadas, mas existe ao mesmo tempo a necessidade de um controle para manter os valores da revolução, que a meu ver são louváveis.” Folha de São Paulo - 26/12/04

Sabe o que aconteceria com o Chico Buarque se ele ficasse perguntando o que será que será pro Fidel? Ele não seria mandado para viver em Paris (onde mora até hoje), eles iriam joga-lo em um prisão e enche-lo de porrada, depois ele seria proibido de tocar violão até em festa de aniversário, e sabe porque isso iria funcionar? Porque todo o Cubado tem o dever de delatar o vizinho.