sexta-feira, março 12, 2010

Mídia independente

Antigamente a arte e a literatura eram financiada pelo governo e pelos mecenas. O artista dependia da boa vontade dos ricos e dos governantes para conseguir o sustento, um passo em falso e ele caia em desgraça e ia para no olho da rua (Vejam por exemplo "Mulher com brinco de pérola" para ver a relação entre o artista e o mecenas). O surgimento da propaganda e do anuncio pago permitiu o surgimento de revistas, canais de TV independentes do governo, e até do Google, que vive dos pequenos anúncios colocados no site e por toda a internet.

É curioso o constante ataque que os "intelectuais" e "univesitários" brasileiros fazem ao anúncio, dizem que ele sujeita quem aceita o anuncio aos interesses do anunciante, quando que na verdade ocorre o contrário, pois um veículo de sucesso não depende de um único anunciante para viver,  se a Ford não gosta do que a veja escreve e resolve tirar o anúncio não é o fim da revista, ela continua tendo anunciantes e o espaço pago pela Ford é substituído pela Unilever ou pela GM. Eu acabei de ver um texto que falava "Que os quadrinhos existem para formar consumidores", como se a turma da Mônica fosse um imenso complô da Estrela e da Mattel, quando na verdade o quadrinho existe porque era algo que o Mauricio de Souza queria fazer e conseguiu porque se tornou economicamente viável. Por outro lado,  a chamada "mídia independente" só tem um anunciante, que é governo, que financia revistas como a "Carta Capital" através das estatais, ou o blog do Luis Nassif através da TV Lula. Esses veículos não podem se dar ao luxo de desagradar o único financiador. 

A universidade e as escolas ensinam para as crianças que o único modelo aceitável é o de Cuba, onde o jornal Gramma não atende os interesses dos anunciantes e que por isso se tornou tão rico em conteúdo que o seu principal uso na ilha-prisão de Fidel é limpar a bunda dos cubanos.