sábado, março 07, 2015

O prejuízo é nosso

Vender a Petrobrás é inviável, ninguém seria louco o suficiente para comprar a estrovenga. 

O que um governo decente, não o desastre ambulante que nós temos, deveria fatiar o monstro. Cada refinaria, cada subsidiária, cada complexo de poços, deveria virar uma empresa diferente, com governança própria e principalmente, concorrendo entre si. Esse é o modelo das estatais chinesas.

Em um segundo momento, seria possível ir privatizando cada pedaço de maneira independente. Isso aumentaria em muito o dinheiro recuperado pelo contribuinte, mas duvido que mesmo se vendêssemos tudo seria possível recuperar o que foi roubado.

O pró-alcool é uma idéia-Jabuticaba, algo que só existe no Brasil.

E como toda idéia-Jabuticaba, ele é uma idéia idiota criada porque era preciso dar dinheiro aos usineiros do nordeste e porque a Petro-o-petróleo-é-nosso-brás, é incapaz de fazer a sua finalidade fim, que é produzir combustível.

Por conta do pró-alcool nós temos agora que aguentar essas porcarias de motores flex, que não são bons nem para gasolina, nem para álcool. Também temos que aguentar a defasagem em termos de motor em relação ao resto do mundo. Enquanto que no resto do mundo eles estão trocando os motores aspirados por motores turbo ou motores à diesel, muito mais eficientes, no Brasil nós temos que usar motores de 5 ou 10 anos atrás porque são as únicas opções "Flex".

Veja o caso do diesel. 

Ele seria um combustível perfeito para o Brasil, nosso petróleo é pesado, muito mais adequado para produzir diesel do que gasolina. Porém, no Brasil é proibido produzir carro de passeio com motor diesel. Porque? Porque o diesel é subsidiado pela gasolina, porque segundo o diesel é o combustível que move os caminhões e ônibus e a pessoa que dirige um carro é um burguês maldito que tem mais é que ser taxado.

Portanto, as pessoas normais não podem comprar um Gol a diesel porque o diesel é subsidiado. Mas um agroboy pode ir no Rodeio com a pickup do papai com o diesel subsidiado pelos outros.
Toda a intervenção econômica do governo gera distorções.