domingo, outubro 04, 2009

Segundo dia de viagem

Durmi por volta da meia noite e acordei as três com a aeromoça servindo o café. Eu adoro pousos, é muito legal ver os prédios ficando maiores e sentir o avião desabando na pista e depois a força dos freios parando a aeronave.

Depois de sair do avião é preciso passar pela imigração. É difícil entender o que o funcionário está falando porque estou com sono e meu ouvido está meio estranho por causa de compressão do pouso. Mas acho que é mais fácil passar pela imigração pela segunda vez pois o funcionário vê que você não tentou imigrar ilegalmente na primeira vez que você chegou.

Existem muitos funcionários no aeroporto e em geral eles são bastante simpáticos. Faço o check-in doméstico para pegar o voo para San Francisco, esse é bem mais chato que o check-in em São Paulo, tem que tirar o sapado e eu aprendo que os notebooks tem que ser colocados em bandejas separadas.

Lá pelas 6am eu chego no salão de embarque do meu voo, tenho quase duas horas para matar. Passo em uma banca e compro um Snacker, uma coca zero de 600ml, chiclet e um exemplar da Wired.

Por US$ 9,99 eu poderia comprar acesso Wi-Fi por um mês, mas eu vou escrever essas notas e acesso a Internet do hotel.

Usei o voitel para ligar para casa, realmente funciona e não é preciso pagar a ligação local, o que é muito bom pois eu não tinha moedas (havia esquecido que os orelhões daqui usam moedas, quase que eu tento comprar um cartão telefónico na banca de jornal)

Peguei um 767 para San Francisco, não é tão legal quanto o 777, mas ainda é melhor que um Airbus da TAM. Existe uma diferença de atitude nas pessoas para as pessoas que estavam no voo de SP para Miame a viagem era algo muito importante enquanto que para as pessoas no voo de Miame para San Francisco o voo é algo corriqueiro como pegar um Cometa até BH. O primeiro voo era internacional e havia toda a questão da lingua, visto, passaporte, etc, porém comparado com o de SP voo para Belém do Pará existe uma diferença. No Brasil quem anda de avião é o deputado, o cientista e os empresários, para as pessoas comuns uma viagem de avião é algo muito raro. Já nos EUA as pessoas viagem de avião o tempo todo, e tem-se todo o tipo e pessoa, na fileira do meu lado havia uma mulher bem gorda comendo um sanduichão que ela trouxe em uma sacola, isso é algo que dificilmente se veria em um voo doméstico no Brasil, já aqui a mulher faz a farofagem dela sem o menor constrangimento (Nesse voo a comida é paga, 6 dólares pelo lanche).