segunda-feira, agosto 29, 2005

Hotel Ruanda


Estava lendo o jornal na quinta e li um artigo sobre o filme "Hotel Ruanda". Nem terminei de lê-lo, pois muita informação estraga a surpresa do filme, e como sabia que o filme já estava em cartaz à algum tempo fui para o cinema nesse mesmo dia.

O filme trata do genocído que houve em Ruanda em 1994. Na época se falou muito em guerras étinicas, guerras tribais, tudo bobagem. Os grupos em conflito pertenciam à mesma etinia, o que aconteceu é que durante a colonização os Belgas criaram uma casta privilegiada, selecionando os mais claros e mais altos entre a população do país, somente essa casta podia exercer cargos públicos. Durante a guerra civil um milícia formada pelos membros da casta dominada, chamados de Hutos, resolveu exterminar os membros da antiga casta dominante, os Tutsis.

O filme se baseia em uma estória real de um gerente de hotel que é casado com uma mulher Tutsi, e que durante a guerra abriga mais de 1000 refugiados das duas etnias nesse hotel. No início a ONU defendia o prédio por causa dos estrangeiros que estavam abrigados lá, mas quando a violência aumenta a ONU retira todos os estrangeiros e se manda. O ocidente disse: "Vocês que são pretos que se entendam". O resultado disso foi um genocídio com mais de 1 milhão de mortos.

O filme é muito bom, mostra como que o protagonista conseguiu evitar que as milícias entrassem no hotel e matassem todos os Tutsis. Lembra bastante a Lista de Schindler, só que sem o pieguismo do Spielberg. Algumas partes são um soco no estômago.


Outra coisa que achei interessante foi o fato de se fazer um filme sobre um genocídio que não o dos judeus na segunda guerra, para o cinema o único povo massacrado foram os judeus, acho que é porque o Holocausto é um genocídio muito mais vendável para o ocidente, as pessoas costumam não ligar quando pessoas não caucasianas são massacradas, principalmente se forem pobres.